Como é que o Lu Jong atua na mente?

Para compreendermos como é que o Yoga Tibetano Lu Jong actua na mente, precisamos primeiro olhar para nós como um todo, um caldeirão de corpo, mente e energia, e perceber que todos estes componentes não são separados. Vejamos como exemplo o nosso corpo físico: um fígado doente é sinónimo de um corpo doente; um corpo sem fígado não funciona e um fígado fora do corpo não tem qualquer propósito. A mesma relação de interdependência existe entre corpo, mente e energia.

Em segundo lugar, temos que considerar que, além do corpo físico (grosseiro), temos também um corpo energético (subtil) constituído por milhares de canais (tsa), ventos (lung) e essências ou gotas (thiglé). Os nossos ventos estão intimamente ligados à nossa mente, à nossa consciência (sem) e à nossa respiração, e devem viajar de forma fluida pelos canais para um bom funcionamento físico e mental.

Porém os nossos canais nem sempre estão saudáveis. Frequentemente criamos nós e bloqueios nos canais, congestionando assim as nossas energias de vento. Dr. Nida Chenagstang faz a seguinte analogia: imaginemos uma estrada com um acidente, uma fila enorme de carros parados e os condutores dos carros irritados e impacientes. É o que sucede na nossa anatomia subtil; as estradas são os canais, os carros são os ventos e os condutores são a nossa consciência. Quando os canais estão bloqueados, os nossos ventos ficam estagnados, levando assim a problemas físicos, mentais e emocionais como stress, irritabilidade, confusão, entre outros.

Aqui entra então o Lu Jong como medicina: este yoga é uma prática milenar da Medicina Tibetana que combina forma, movimento e respiração. Lembremo-nos que a respiração está ligada aos ventos e é ela a ponte entre corpo e mente. Os exercícios de Lu Jong abrem e fecham os canais em pontos especiais, desfazendo nós e libertando bloqueios, permitindo aos ventos fluir harmoniosamente pelos canais levando, assim, corpo e mente a uma união equilibrada. Esta preciosa união traz o nosso foco para o único tempo que existe, o presente, proporcionando calma, clareza, bliss, uma sensação de paz e de compaixão e uma relação mais íntima connosco próprios de um modo inteiro e global. As retenções de ar durante os exercícios ajudam no aumento de segregação das nossas thiglé que abrangem o aspecto mais subtil da nossa mente, estando ligadas às nossas emoções, percepções, humor e, a um nível grosseiro, às nossas hormonas.

Esta é uma das perspectivas que nos ajudam a entender a influência do Lu Jong na mente, mas existem mais e todas elas são interdependentes e não existem umas sem as outras. Tudo isto faz do Lu Jong uma preciosa jóia do Tibete e uma poderosa ferramenta de cura e de auto-conhecimento se nos permitirmos fazer esse caminho.

Se tens interesse em conhecer esta prática tão preciosa mais profundamente, nada como experimentares por ti! Se assim for, clica aqui, e poderás agendar a tua aula.

Siga-nos

@daikispace